O presépio

A lembrança mais singela e mais profunda que tenho desta época é o presépio.
O presépio que vovô montava, um mês antes das festas natalinas, era imenso, muitos personagens e significados, cada peça trazia uma estória, e a tradição era integrar um novo personagem a cada ano.
Não era hábito a troca de presentes, mas a compra de uma peça nova para o presépio era sagrada,
Eu me lembro muito bem que sua montagem era uma festa, aquelas criaturinhas de barro ou cerâmica  iam saindo das caixinhas embrulhadas em papel de loja (aquele cor de rosa, lembra?!) ou de pão (é, o pão era embrulhado em pedaços de papel especial para esse fim… bons tempos!), com muito cuidado desembrulhávamos as nossas preciosidades. Vovô nos orientava com muito carinho.
Eu e meus primos nos reuníamos durante algumas tardes e nos dedicávamos com muita seriedade a este trabalho, mas claro que não faltavam as discussões, as brigas e o “fazer as pazes”, constantemente, mas riamos e nos divertíamos a valer.
Ao termino da tarefa, tudo montado e pronto, vovó trazia suco e bolo e podíamos brincar a vontade no quintal,  era esse o melhor momento do natal, o nosso natal, livres a correr e compartilhar de uma alegria indescritível e inesquecível.
O presépio da família, do amor, do encontro, da responsabilidade, da alegria de estarmos juntos!

Como é bom recordar, reviver e se emocionar novamente…

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