Sagrada família

O nosso presépio era maravilhoso, repleto de personagens e histórias, mas o que mais chamava a atenção e o que nos fazia ainda mais dedicados era a manjedoura vazia… Eu explico:

A figura do menino Jesus só era integrada a “sagrada família” na noite de natal, após a “missa do galo”.
E o mais interessante desta história é que dentre todos os netos, vovô escolhia o mais aplicado para transportar a pequena imagem da igreja até o cestinho no presépio caseiro.
Era uma honra tão grande que todos entravam numa disputa acirrada visando o divino translado.
Chegando próximo ao final do ano, procurávamos nos comportar, tirar boas notas, ser mais dedicados, solícitos,  bem comportados com familiares e amigos, ou seja, não brigar, não falar “palavrões” essas coisas.
Aquela pequena procissão da igreja ao presépio, não sai da minha memória, era um ato sagrado, divino, que unia a família em gestos singelos, dessa forma vovô nos ensinou o verdadeiro significado da “sagrada família”.
Após as bênçãos de Deus o amor fortalecia a família, a ceia simples mas farta, era servida e entre cantos e risos o Natal a tornava ainda mais sagrada!

A nossa sagrada família!!!

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