“A vida começa aos 40”. A minha começou mesmo e foi muito gratificante!

Enfim, valeu a pena!
Completava 40 anos de idade. Meia idade ou idade inteira?
Para mim inteiríssima! Começava uma vida!
Costuma-se dizer que “a vida começa aos 40”. A minha começou mesmo e foi muito gratificante!
Afinal terminei a faculdade!
Até formatura eu tive!
Participei de todos os eventos.
A festa foi muito legal!
Enfim, valeu a pena… tudo valeu a pena!
Olhando por essa janela, é possível ver que a estrada percorrida tinha muitas curvas, altos e baixos, vários buracos e infinitas pedras. Mas os passos firmes, seguros e determinados a chegar ao final e cruzar a linha de chegada, fizeram de todas essas vivências, experiências únicas numa jornada de conquistas e realizações!
UAU! Consegui! Ou melhor, conseguimos!
Isso mesmo: conseguimos!
Afinal minha família foi peça fundamental nesse quebra-cabeça. Segurança e aconchego fizeram a diferença nessa caminhada tortuosa.
Cada elemento dessa história foi muito importante para o sucesso final.
E aprendemos, mais uma vez, o verdadeiro significado da “sagrada família”.
A nossa sagrada família!!!
Enfim, valeu a pena!

 

A caixa se abre e viajamos no tempo…

Quando decidi dividir, compartilhar e curtir essas lembranças com os amigos e parceiros, não tinha ideia de quantos “retalhos” vão sendo esquecidos e quão valiosos foram em cada etapa já cumprida, vivida, sofrida, amada, detestada… Foram dias sorridentes, chorosos, esperançosos, especiais, chatos, vulneráveis, sensíveis… E assim vai…
Ficaríamos horas enumerando ou nomeando cada momento, cada sensação, emoção ou sentimento.
Nossa caixa se abre e viajamos no tempo, buscando reviver e encontrar o verdadeiro significado, com o objetivo de fortalecimento, na esperança de que cada pedacinho que está dentro desse baú possa receber uma nova e gratificante função, um novo significado de viver e existir.

Remexer nessa caixa de retalhos, me levou ao início da nossa conversa, quando sentada no chão, no quintal da casa de meus pais, decidi compartilhar as lembranças, sentimentos e emoções guardados no fundo do baú. Os pedacinhos vão sendo reencontrados, separados e lentamente reunidos formando uma lindíssima colcha de retalhos.

Não me enganei quanto aos sentimentos que podemos depositar e reencontrar no comovente e gratificante “recontar a nossa história”.