Queiramos ou não, vai doer por muito tempo!

Esse retalhinho homenageia um amiguinho muito amado!

Existem momentos na vida da gente que parece não haver outra solução.
Especialmente quando somos chamados a dar testemunho, muitas vezes doloroso, das nossas decisões.
Queiramos ou não, vai doer por muito tempo!
Hoje foi um dia desses…

Quatro meses após a partida do meu paizinho querido, me vi diante de mais uma situação difícil:
Dizer adeus para o seu (dele) “companheirinho de aventuras”, muito mais que um bichinho de estimação, seu parceiro constante, o papagaio “Loreco”.
Era impossível imaginar, naquele quintal, um sem o outro.
Nem bem o coração começa a cicatrizar e já sangra novamente.
É interessante como de repente, coisas tão simples, faladas com naturalidade durante um almoço ou jantar de família, se torna doído e sofrido no momento de realizar. Falávamos da necessidade de encaminhá-lo, destiná-lo, doa-lo, enfim, essas coisas que dizemos sem pensar seria e profundamente nelas.  Nosso “Loreco”, vivendo conosco durante os seus 25 anos de vida animal, já era tão parte da família que me esqueci do quanto seria importante encaminha-lo para um novo “lar”.
Parecia tão simples:
“ – Põe na gaiola e leva embora!”
“ Tá bom que foi assim!”
A busca por um local adequado exigiu longa pesquisa e levou tempo, felizmente encontramos. O lugar é lindo, fica dentro de uma reserva ambiental, tudo apropriado, cuidados especiais, profissionais treinados e carinhosos, novos “companheirinhos”.
“Ótimo, assim que deve ser”. Certo?! Nem tanto.
Não foi como eu esperava, doeu demais!
Sou “durona”, mas hoje “amoleci”, as pernas tremeram e os olhos lacrimejaram.
Vai doer por muito tempo!

Seus gritos, seu fala-fala, suas gargalhadas, suas travessuras e até mesmo quando bicava e estragava a roupa do varal, vão deixar muitas, muitas saudades!

Foi uma segunda despedida…
“- Adeus meu amiguinho, fique feliz e curta seu novo lar. Amamos muito você, muito!!!
Se já estava difícil antes, agora… vai doer por muito tempo!

Não esqueça o principal!
Valorize cada momento, agora, não espere o “amanhã” chegar!
Diga que ama, sempre, para sempre!
Embora o coração sangre, as lágrimas escorram…
Saudades sim, tristeza nunca!
Pois tenho a certeza de que fiz o melhor que podia!

Meu consultório ficou lindo!

Recontar uma história apresenta a característica diferenciada de estar distante das emoções do momento vivido, ou seja, agora falando sobre tudo isso, não estou na posição de protagonista e sim de narrador.
Isso me ajudou a perceber o quanto somos capazes de crescer e amadurecer nas ocasiões em que somos convidados a testemunhar força, coragem e fé.
A partir desse momento iniciamos uma nova viagem…

Era um ano próspero.
Estávamos em 1996.
Acabara de me formar em psicologia e estava cheia de planos e expectativas para desenvolver uma carreira não só de sucesso, mas também de gratificação pessoal.
No auge dos meus 40 anos de idade, sabia bem o que queria, não era uma jovenzinha sonhadora, mas uma mulher amadurecida que almejava auxiliar no desenvolvimento pessoal de muitas pessoas.

Meu consultório ficou lindo!

Caraca! Eu profissionalmente psicóloga, com tudo que tinha direito, lembra?
“Já contei isso pra vocês nuns textos lá trás…”
Secretária, computador, pacientes  que me procuravam e se tornavam clientes.
E eu me realizava!
Tantas mudanças, novas rotinas, sensações e emoções difíceis de explicar.
Tudo ia muito bem.
Me deparava com situações inusitadas, pois embora fosse uma pessoa adulta e vivida, não tinha a mínima experiência no campo do psicológico humano. Mas isso não foi empecilho para que me projetasse no campo profissional com esmero e dedicação.
Estudava bastante, discutia casos e, dessa forma, o tempo passava.
Crescia como pessoa, como profissional e mais ainda, como alguém que, depois de tantas dúvidas, medos, indecisões e várias dificuldades, se apresentava como “um ser existente por si mesmo”, ou seja, eu venci!

Por isso acredite que é possível e será.                                             
Acredite na sua força e faça acontecer.
Ofereça de si o melhor.
É possível recomeçar! 

É possível recomeçar!

Iludir-se é apenas ter caprichos.
Sonhar é possuir um ideal!
Você pode modificar sua existência para melhor e  iniciar uma etapa verdadeiramente nova!
Que tal agora?
Há sempre tempo para recomeçar, para dar “a volta por cima”!

Se você está assustado com a vida, achando que veio ao mundo para sofrer e resgatar dívidas, pode se acalmar e esquecer, ninguém veio para isto.

Você já sobreviveu a tantos embates, a tantos choques.
Viemos ao mundo para sermos  felizes e darmos felicidade aos outros
Deixe brilhar sua luz! Mostre ao mundo a estrela que você é!

E isto está profundamente ligado a mudanças, novos hábitos, atitudes, pensamentos e emoções.
Chega de tristezas e amarguras em sua vida.
Não se deixe vencer nem pelo medo, nem pelo desânimo, faça tudo com determinação e não se deixe abater.
Acredite nos seus sonhos e torne-os realidade!

É possível recomeçar!

 

O tempo passou, nós crescemos, nos tornamos adultos e desistimos.

Tenho um sentimento profundo… a SAUDADES…

Certo dia acordei, levantei e me olhei no espelho.
O que foi que eu vi?!
Não me reconheci.
Fiquei a procurar aquela criatura que estava acostumada a ver todas as manhãs e que agora me parecia totalmente desconhecida.
Tenho um sentimento profundo em meu poder: a SAUDADES!
Saudades…
Saudades do que passou, do que vivemos, com quem convivemos, com quem tanto aprendemos!
Saudades…
Dos pequenos gestos, atitudes e comportamentos simples dos quais nos afastamos.
Dos olhos brilhando, do sorriso aberto, do riso farto em momentos de descontração!
Houve uma época em que queríamos ser o invencível super-herói ou a mocinha da novela, o aviador, bombeiro, enfermeira, professora…
Lembranças de tempos que não voltam mais, tempos vividos com intensidade, tão bem vividos!
Nesse tempo tínhamos a certeza de conseguir, ríamos de nós mesmos e acreditávamos na mágica da vida.
O tempo passou e nós crescemos, nos tornamos adultos e desistimos.
A vida se tornou complicada, estressante, tudo nos parece difícil, distante, como se não tivéssemos mais o direito a sonhos e conquistas.
A criança perdeu seu lugar e se encolheu, escondeu-se, adormeceu…
Talvez tenha chegado a hora de acordá-la para trilhar a estrada de reencontro com a alegria, o sorriso, a felicidade!
Chorar, rir, abraçar, beijar, adormecer e acordar… Viver, sentir…

A luz do sol ilumina de maneira especial o ambiente e a minha alma, tenho em mãos a minha querida caixa de retalhos, por sorte ela ainda está aqui…
Ah! a mágica misteriosa da vida!

 Unindo os pequenos retalhos, um a um, chegaremos a coloridos e harmoniosos sonhos, esperanças renovadas de “mudar o final da história, já que não podemos alterar o início”.

O sangue imigrante me fez retomar!

Dos muitos retalhos que encontrei em minha caixa, este me fez forte e segura, por isso escolhi relembrar!

 O sangue imigrante me fez retomar!

Homens e mulheres que deixaram sua terra natal e partiram para uma aventura de esperança e fé, acreditando em dias melhores.

Traziam no coração saudades e  expectativas.

Encontraram vida difícil e sacrificada, outra cultura e novo idioma, muitas decepções e dificuldades, mas em momento algum desacreditaram.
Dançavam nos quintais de terra batida, cantando canções que falavam de alegria e amor.
Distraiam os corações apertados através dos sorrisos abertos, gestos fartos e fala fácil.
Venceram lentamente os primeiros e estafantes períodos de adaptação. Eles no campo, na roça, na lida, na lavoura.
Elas no  fogão de lenha, no desconforto da tábua de lavar roupa e demais atividades que lhes tomavam todo o dia.

É dessa “árvore” que descendo.
Forte, firme, determinada, alegre, saudosa, sensível, especialmente amorosa e acolhedora.
Como desistir, como desanimar, como sair sem tentar até as últimas consequências?
NÃO!                                                             

Definitivamente ainda não é hora de parar.
Decidi  continuar.  Seguir.
Afinal o sangue quente  italiano  fervilha em meu ser me lembrando que sou bisneta, neta, filha de um povo trabalhador e guerreiro.

 

Decidi retomar  e começar tudo novamente!
O sangue imigrante me fez retomar!

Presença constante e marcante…

Ao remexer na caixa, escondida no fundo do baú, descobrimos que temos guardado tantos retalhos, muitas lembranças…

 Mãos que sempre se estenderam na hora da necessidade, que nunca apontaram em gesto de censura, que nunca condenaram, simplesmente ajudaram.

Corações amoráveis que nunca questionam, mas em palavras suaves aconchegam e fortalecem.
Mãos e corações dos queridos amigos que nunca me faltaram e jamais me faltarão!
Pequenos sóis que aquecem os dias mais frios.
Estrelas brilhantes que iluminaram as noites mais tristes e como a “estrela-guia” nos indicam o caminho do afeto e do amor sincero e verdadeiro!
Aroma suave que envolve todo o ser.
Presença constante e marcante…
Recordações guardadas no coração como encantadoras jóias.
Uma sensação fantástica que não se pode explicar para que não se perca o seu verdadeiro significado.
Amizade verdadeira…  é luz, é cor, é amor!

 

 

Por que “CAIXA DE RETALHOS” ?

Tenho recebido perguntas por que “Caixa de Retalhos”?  Respondo:
Aí vai para quem não sabe.
Para quem já sabe  vale relembrar, afinal “recordar também é viver”!

Tempos atrás, eu e minha irmã resolvemos dar “um jeito numas coisas” que meus pais guardavam no quintal de casa.

Invadir e remexer nos pertences de outros não é lá muito fácil, imaginem mexer nas coisas do vovô e  da vovó, é quase uma batalha, mas tudo deu certo!
Naquele vai e vem de coisas, pra-lá-e-pra-cá, acabamos nos deparando com uma boa parte de nosso passado.
Mas estávamos ali para uma faxina total, não se esqueça: lixo, doações… Certo?  Nem tanto!
Os objetos que vão passando por nossas mãos parecem ter vida, vai ficando difícil de nos desfazermos.
Não demorou muito e estávamos sentadas no chão cercadas de caixas de recordações e como mágica nossa história estava ali  como um filme ou melhor, uma peça teatral. Lembranças e boas risadas: aniversários, festas na escola, o primeiro dia disso, daquilo, a coisa foi se ampliando e cada objeto tinha sua própria história para contar, eram como presentes que tínhamos a felicidade de tocar e reencontrar!  Pedacinhos de nós mesmas!
Me lembrei, observando aquela cena, da colcha de retalhos que minha bisavó tinha em sua cama.
Uma vez perguntei a ela como tinha sido a sua confecção, pois era tão linda, tão colorida e tudo tão certinho, um pedacinho juntinho do outro fazendo uma peça tão harmoniosa.

Como era de seu jeito, a bisa sorriu e com toda simplicidade me disse que eram “lembranças em quadradinhos que toda pessoa guarda de momentos que viveu, tristes nas cores mais escuras e sem vida, alegres nas cores claras, lembranças dos momentos felizes, juntos vão dando o equilíbrio na montagem final”. Naquela época, achei muito linda a explicação, mas confesso que não entendi nada! Sorri, abracei minha bisa e voltei a brincar no quintal.

Foi então que observando a cena que nós protagonizávamos com tanta alegria, sentadas no chão  em meio a toda aquela bagunça, entendi o que a bisa me disse naquela tarde, já tão distante.
Estávamos diante de nossos retalhos, cada peça, cada componente dessa história, é na verdade, um pedacinho daquilo que vivemos por todos esses anos.
Foi ali, naquele momento de descontração e emoção que surgiu na minha frente, claramente, a idéia de uma caixa de retalhos guardada em algum canto qualquer.
Retalhos de nós mesmos, daquilo que fomos, somos e seremos.

Ah, o carnaval…

Acabou o carnaval!

Ah, o carnaval…
Festa “animal”
Que festa genial.
Mais que sensacional, excepcional!
Festa do mal?!
Não importa, já passou por nós.
Deixou marcas e muitas lembranças… fenomenal!

Vai deixar saudades… que legal!
Trouxe algumas tristezas?
Não importa, chegou ao final.

 

O ano começou… tudo volta ao normal,

Vamos em busca de um novo ideal… especial!!!

Ah, o carnaval… em 2014… que tal?!


Nossa vida é repleta de cores, formas e tamanhos… TEMOS ENTÃO… RETALHOS…

Olá!
Quanto tempo hein?!
Sentiu saudades?!
Eu estava com muitas saudades…
Mas agora vamos nos falar todos os dias, vamos nos encontrar sempre.
Vamos colocar o papo em dia!
Tantas coisas para contar… Para relembrar, refletir, imaginar, sonhar,  enfim, não vamos mais nos separar.

 Nossa vida é repleta de cores, formas e tamanhos…
                TEMOS ENTÃO… RETALHOS… 

 O projeto que nasceu naquele momento de alegria incontida, diante de pedacinhos coloridos de lembranças de afeto, vem crescendo, se fortalecendo e ocupando seu lugar novamente, especialmente, no coração daqueles que pretendem viver momentos de leveza e sinceridade de alma, espiritualmente ligados ao mais puro amor da criança interior!
Ao abrir a caixa que surpresa, tantas cores, tamanhos  e formas…
Uma caixa de retalhos é como a “caixa de pandora”, depois de aberta não há como fechá-la novamente.
As lembranças vão fluindo numa corrente de alegrias e tristezas.
São pequenas partes de um grande todo, são pequeninas pedrinhas de uma grande rocha, assim como grãos de areia que uma dia pertenceram a praia imensa…
Muita filosofia?   Talvez…
Mas uma coisa não podemos negar, nossa vida é repleta de cores, formas e tamanhos, ou não?!