Saudade sim, tristeza não…

Algum tempo atrás aprendi esta máxima.

Naquele momento não fez diferença alguma, porém hoje, recordando as palavras do Padre Marcelo Rossi, tudo se encaixa…

Há um ano não desfruto da presença física da pessoa mais íntegra e sábia que conheci: meu pai!

Tudo que me recordo é bom, suas palavras sempre tinham um ensinamento, as histórias recheadas de personagens reais ou lendários demonstravam uma memória admirável!

Seu conhecimento sobre tudo que o cercava sempre me deixava boquiaberta, sua visão de mundo era “além fronteiras”.

Gostava da casa cheia, da mesa farta, da família toda reunida.
Não se importava com o barulho, muito menos com a bagunça, sempre que possível, ele nos queria perto!
Aguardava com alegria nossos encontros, pois sabia que a alegria era presença constante!

Um pai presente, amigo, ativo, inventivo, criativo e amoroso.
Criatura que Deus me permitiu conviver por anos abençoados, compartilhados e que somados as experiência, vivências, conquistas e realizações vem deixando muita saudade…

Uma pessoa alegre, sorridente, inteligente, determinada, firme e apaixonada pela vida, no seu viver não cabia a tristeza…

Embora o tempo passe com uma velocidade incontrolável, sua “imagem” ficará marcada de maneira especial no meu coração, acredito que para sempre!

Aqui, eu deixo a minha mais sincera homenagem.
Eu sei que ela é pequenina diante da sua grandeza.
Simplória, perto do tudo que me ensinou.
Mas profundamente afetuosa!

Hoje, um ano após a sua partida eu compreendo a lição:
Você merece muita saudade, sim!
Mas, tristeza, não!
Não se pode sentir tristeza diante de uma criatura que só foi alegria!
E termino acrescentando: “Só deixa saudade quem foi amor!”
E você, pai querido, sempre foi e sempre será amor!

“Saudade sim, tristeza não…”

Ah! Um domingo de sol!

A natureza se apresenta para iniciar mais uma semana.
Luz e cor, inspiração para se divertir!

Dia da preguiça, do cinema, do passeio no parque.
Dia “pra” namorar, encontrar amigos e por o “papo” em dia.
Conversar sem pressa, sair da dieta, andar de bicicleta.
Domingo em família, almoço da “mama”, só alegria!
Descansar, viajar, repor energia.
Domingo de sol, visitar a chácara, colher frutas e preparar o churrasco.
Domingo de sol, dia de futebol, especial para torcer, gritar e o time “empurrar”!

Domingo de sol, especial para caminhar, observar, se encantar.
Dormir a mais, correr no calçadão, apreciar o mar.
Domingo na praia, no clube, na piscina, na quadra de esportes.
Domingo de sol, especial para lavar o carro, levar a criançada ao teatro, comer pipoca e dar boas risadas!
Assistir televisão, o filme predileto, a sós, a dois, em família.
Ler um bom livro, passear com o cachorrinho, por a correspondência em dia!

Ah,  domingo acabando…

O lanche da tarde, o “empadão” da titia, o bolo da vovó, o pão quentinho, a manteiga derretida, o cafezinho gostoso!

Ah…  “o domingo ta acabando”…

O sol vai se afastando.
No horizonte vai se pondo
E a noite vai chegando.
A lua, toda prosa, cheia de charme, no céu vai se apresentando.
O “Faustão” terminando, o “Fantástico” começando…

Ficou triste porque o domingo acabou?!
Não tem nada não!
Semana que vem tem mais!

Até lá!!!

DESABAFO

Me perdoem aqueles que visitam esta página e encontram sempre uma dose de incentivo para encontrarem o “caminho certo”. Mas, depois de algum tempo, vou me permitir um pequeno, mas profundo, desabafo.

Sei lá porque, acho que é… porque tá doendo muito… e o objetivo do “caixa de retalhos” é ser fiel aos eventos, alegres ou tristes, hoje vou falar de algo muito triste, infelizmente.

A amiga dos momentos difíceis… apenas isso…

Estava eu a pensar e refletir sobre alguns acontecimentos mais recentes.
Remexendo na minha “caixa de retalhos”, descobri que sou somente
“amiga dos momentos difíceis”, são “retalhos” grandes e pequenos que me fizeram relembrar inúmeras situações.
O que estou querendo dizer?!
Explico:

Sou lembrada sempre nos momentos em que alguém passa por uma dificuldade, uma provação, uma situação complicada pessoal, profissional e muitas delas com pessoas próximas ou familiares. Não estou falando do “atendimento” profissional, não, estou falando de contatos pessoais.
Descobri que não sou, na verdade, amiga, mas sim uma pessoa “confiável”, que “guarda segredos”, que “orienta”, que tem “bom ouvido”.
OK, você pode estar pensando: – mas isso é legal, é fraterno… sei lá, qualquer coisa piegas desse tipo.
Seria verdade se tivesse também o outro lado, mas não tem.
Não sou lembrada para festas, jantares, “chás”, visitas, passeios, enfim, essas coisas divertidas, lúdicas, que as pessoas fazem juntamente com os amigos. Não!
Mas quando alguma coisa não deu certo nestes eventos, acreditem, o número do meu telefone é o primeiro a ser lembrado. Aí, então, não existe pressa, compromissos ou qualquer outra dificuldade, fico horas ouvindo.
Repetidas vezes.
Gosto de conversar, sem dúvida, mas gosto também de ser lembrada para um bate-papo amigável e leve, onde a amizade é a tônica central e não as lamentações intermináveis.
Descobri também que não sou, na verdade amiga, mas uma pessoa talentosa, capacitada e disponível.
Aulas, palestras, substituir alguém “famoso” que não pode comparecer, ligam.
As vezes nem lembram de agradecer depois.
Não me convidam para conhecer a casa nova, não me convidam para um passeio no carro novo, não compartilham os bons momentos de uma viagem, e assim vai…

Por esses e muitos outros motivos, deixo aqui registrado as minhas reflexões sobre a percepção que causo em muitas pessoas, decididamente não sou uma pessoa “legal”, não sou uma pessoa para partilhar as conquistas e realizações, mas as decepções, confusões, espaços em branco, fracassos, falhas… e assim vai…

Sou apenas a amiga dos momentos difíceis…

Aos mestres com carinho!

As melhores e mais bonitas lembranças que guardamos na nossa “caixa de retalhos”, estão relacionadas com a nossa infância, ao convívio com as pessoas que amamos e especialmente aos nossos mestres, queridos professores que fizeram parte da nossa instrução, da nossa formação e acima de tudo, nos tornou cidadãos de bem e preparados para enfrentar a vida através de uma profissão!

Como disse um amigo, independente dos profissionais que somos hoje, não fossem eles, nossos professores, nada disso estaria acontecendo, nem mesmo essas letras e palavras teriam sentido e compreensão.
Não fosse a paciência e dedicação das primeiras lições, a insistência pela letra bonita, a maravilha de combinar letras, palavras e números,  não seríamos nada!

Com a professora Josefa, aprendi a escrever e ler, compreender o que as palavras queriam dizer.
Passados alguns anos, já no antigo “ginásio”, ou ensino fundamental, cruzou meu caminho a professora  Gabriela, mestre na língua portuguesa, que me ensinou a amar os livros e a literatura, me deu a base para  desempenhar a função que mais me realiza: escrever!
Exteriorizar, através das palavras e frases, aquilo que vem do coração, às vezes dos sentimentos mais profundos tanto de paz quanto de guerra!

Agora no “colegial”, ou ensino médio, me deparei com a dificuldade em lidar com números e gráficos, porcentagens e relatórios, apareceu para me salvar a professora Verônica, que me ensinou a mágica dos números,  querida professora de estatística, estabeleceu os princípios das relações numéricas que foram importantíssimas nas análises de respostas de testes e relatórios de “análise de caso”.

E não acaba aí…

Encontrei também, na faculdade de psicologia, a Mestra Alacyr, que com sua tranqüilidade e objetividade me auxiliou a encontrar várias respostas para questões tão pessoais e me preparou para “atendimentos” de crianças “especiais”!
A cada ano, a cada período, um nome, uma especialidade, dedicação, esforço, um pedacinho do todo que se chama “profissional” me indicou o caminho a seguir e sempre o “caminho certo”!

No final, já no último semestre aprendi a respeitar e admirar todos eles, difícil era escolher qual caminho seguir, todos pareciam admiráveis!
Na época da formação tive a sorte e a felicidade de conhecer e receber orientações de dois mestres especiais:
- o prof. Silvio, que me iniciou na caminhada da pesquisa científica e reflexões sobre o futuro.
- a prof. Janete, que me indicou o caminho que sigo com orgulho até hoje, trabalhar com amor e respeito ao outro!

Minha amiga, orientadora, terapeuta e acima de tudo minha mestra querida, tudo que sei, que pratico e que amo, aprendi com ela!
Deixo, aqui registrado, no dia dedicado aos professores, o meu agradecimento especial a esta pessoa tão amada, excelente profissional, que soube transmitir seus conhecimentos de maneira a mobilizar conteúdos  importantes para me tornar  “alguém”, profissional que ama o que faz!
Obrigada  Janete!!!

O caminho certo!

Qual o melhor caminho? A melhor escolha?
Não precisamos seguir a multidão para sermos aceitos e amados, não necessitamos de rituais de iniciação para fazermos parte de uma “tribo”.

Porque tenho a certeza que viemos ao mundo para vencer, ser feliz e encontrar o nosso caminho.
Podemos acertar, mas também errar.
Somos fortes e também fracos.
Por isso, algumas vezes vamos falhar.

A responsabilidade é nossa.

Independente das pessoas, que nos apoiam ou não, das dificuldades, dos desafios, das barreiras a superar, somos livres para escolher o caminho a seguir!

É preciso coragem, mas vale a pena, esse é o caminho certo.                                     Porque somos únicos e isso basta!

Anjo Amigo!

Esse “retalho” é dedicado a um amigo muito querido e corajoso que soube perceber que eu precisava de ajuda, mesmo que eu não estivesse em busca dela, ou não tivesse noção do quanto necessitava dela…
Por isso eu o chamo de ANJO AMIGO…  aparece sempre que eu preciso!

Você já reparou como existem alguns amigos que são verdadeiros anjos?!

Muitas vezes não os vemos, mas sentimos sua luz, suas vibrações de amor, seus pensamentos positivos a nos envolver!
Assim como os anjos, não os captamos com os olhos da matéria, mas certamente eles nos vigiam com os olhos do coração!
Em dias escuros não os percebemos, mas sabemos que eles estão lá, presentes, com sua amizade segura a fazer lume!
Nos momentos de angústia, podemos não ter a sua presença próxima, mas sabemos que o afeto e o incentivo  estão sendo enviados pela via amorosa da amizade fraterna.
Assim são alguns dos nossos amigos, verdadeiros anjos!
Caminhamos por várias estradas e nem sinal deles, mas quando menos se espera eles aparecem, trazendo consigo o melhor que puderam arranjar: CARINHO!
Uma pergunta, uma palavra, uma frase, um sorriso, um “puxão de orelha”, uma consideração objetiva, um “sim”, um “não”, “talvez”.
Um abraço, um aperto de mão, uma ajuda inesperada.
Assim é um AMIGO.
Simples, franco, sensível.
Presente mesmo que ausente!
Anjo amigo, não precisa estar disponível todo o tempo, basta chegar quando é preciso!
Anjo amigo, não nos fala o que “queremos” ouvir, mas sim o que “necessitamos”.
Anjo amigo estende a mão para nos erguer e ainda segura bem forte para não cairmos novamente!
Anjo amigo é alegria, nos faz acreditar em dias melhores e ainda afirma que os bons momentos voltarão.
Anjo amigo enxuga nossas lágrimas e ainda nos oferece um abraço bem forte para não nos sentirmos sozinhos.
Assim é um AMIGO!
Presente de Deus para sabermos o quanto Ele nos ama!
Pois somente quem nos ama tanto, pode nos dar um presente tão valioso!

Confesso que tenho muitos amigos, mas, Anjos, são pouquíssimos, guardo-os no coração, bem seguros, porque como jóias valiosas precisam ser bem protegidos!

Ah, o tempo de criança!

Ah, o tempo, sempre ele!

Tempo de saudades.
Saudades do que passou.
Do tempo que não volta mais.
Tempo de criança, de lambança, de esperança.
Tempo de sorrir, se divertir.
Tempo de brincar na rua depois da chuva.
Tempo de “chapear” a poça d’água e ver a lama espirrar!
Levar bronca e sentir a orelha queimar, quase arrancar.
Empinar pipa, chutar bola, comer bolo na quermesse, se empanturrar de doce e sentir a barriga chiar!

Tempo de esperar o “amanhã” chegar, pra mais uma vez brincar, era apenas com isso a se preocupar.
Tempo de ser feliz.
Tempo de saudades…
Do tempo que não volta mais!

Ah, o tempo de criança…
Da época em que queríamos ser o invencível super-herói ou a mocinha da novela, o aviador, bombeiro, enfermeira, professora…
Nesse tempo tínhamos a certeza de conseguir, ríamos de nós mesmos e acreditávamos na simplicidade da vida.
Lembranças de tempos que não voltam mais, tempos tão bem vividos, tempos tão simplesmente felizes que sempre vale a pena relembrar!

Afinal ainda somos crianças a buscar tempos de recomeçar!