COMO UM PÁSSARO FERIDO…

Por esses dias estive refletindo sobre inúmeras situações…

Percebi o quanto de nós fica no outro e quanto do outro fica em nós…

São tantas coisas…

Boas e ruins…

Já pensaram nisso?!

Pensando assim, me recordei de uma amizade que imaginei ser verdadeira, mas que sucumbiu ao primeiro “tremor” a primeira “ventania”!

Sei que você também já passou por isso e sei também que passaremos por muitas outras ainda, afinal não vivemos isolados e nem ao menos estamos isentos, nesse mundo aloprado, de vivenciar situações frustrantes e de ficarmos imensamente magoados.

Porém, conversando com meu mestre, meu orientador, ele foi enfático e surpreendente, disse-me com toda a simplicidade que lhe é peculiar:

- É como o passarinho que nos chega machucado e carente de cuidados, temos amor por ele, cuidamos de seus ferimentos, o alimentamos, o protegemos do frio ou do calor e aguardamos ansiosos por sua recuperação. Certo?!

- Certo! Esperamos que ele fique bem…

- Então, quando chega o “grande dia”, nos sentimos importantes por soltá-lo novamente na natureza para que siga seu caminho, sua jornada… Não é mesmo?!

- Sim… essa é a nossa vontade!

 

- Pois bem, por que agimos assim tão despretensiosamente com um pequeno animal que pertence ao reino de Deus e sabemos que ali é seu lugar e o levamos com todo amor e cuidado para que reassuma seu lugar e quando se trata de pessoas, nos consideramos superiores ou até mesmo “donos” de suas vidas e exigimos comportamentos, esperamos que tenham atitudes de acordo com nossos valores ou que tenham sentimentos monitorados por nosso orgulho, vaidade e presunção?!

- O pássaro recuperado que deixa o ninho jamais retorna…

Ele segue adiante em busca de coisas novas, de aprendizado, vai em busca de si mesmo!

Assim é que deve ser…

 

- Devemos nos lembrar que pessoas entram e saem de nossas vidas com a importância que damos a elas, que sua função principal é nos ensinar, especialmente aquela lição que temos maior dificuldade em aprender e que, provavelmente, já “repetimos” lá pra trás, por muitas vezes!

Portanto temos que agir como se fossem pequenos pássaros machucados e carentes que nos chegam.

Recebem nosso aconchego, nosso carinho, damos calor, alimento, acolhemos em nosso lar, mas quando estiverem fortes e saudáveis seguirão seu caminho, voltarão ao seu habitat, recuperados e livres!

E nós devemos nos sentir agradecidos, pois certamente aprendemos muitas coisas com esse encontro, esse contato e relacionamento se transformará em lembranças de amizade e fé!

É como o pequeno pássaro que, recuperado, jamais retorna ao ninho…

É assim que deve ser!

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Terminei nosso encontro naquela tarde ensolarada de um verão iluminado na certeza de que aprendera mais uma lição:

“Pessoas entram e saem de nossas vidas com a função principal de nos ensinar a sermos melhores, menos egoístas, menos orgulhosos e que é muito bom sabermos que o nosso esforço foi recompensado, se não pelo “retorno do investimento”, mas pela consciência de que fizemos o nosso melhor!”

Que assim seja… é assim que deve ser!

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