Deixar fluir o que de melhor existe!

Hoje eu acordei com saudades de mim mesma…

É, isso mesmo…
Sabe… Aquela saudade gostosa de quem fomos um dia?!
Tantas coisas para relembrar, imaginar, sonhar,  enfim…
Uma criança sempre disposta a conquistar seu lugar ao sol.

Sonhadora, alegre, feliz, determinada.
Rir muito sem saber por que.
Chapear na poça d’água após a chuva da tarde.
Correr, saltar, dançar, cantar!

Jogar “queimada” e voltar pra casa toda “ralada” porém realizada por ter vencido a turma da “outra rua”!

Comer doces sem se preocupar o quanto vai engordar.
Comer pipoca assistindo filmes “melosos” na TV e se acabar de chorar com o beijo final dos “mocinhos”.
Visitar a vovó e ouvir suas muitas histórias sempre tão lindas e emocionantes.

Saudades dos papos com meu “velho” pai, suas risadas contagiantes e seus inventos mirabolantes.

Tenho saudades dos meus sonhos de menina, de garota e de quem acreditava que podia ser muito feliz!

 

Saudades de ser a menina da novela, a jovem do balé, a senhora elegante, a rainha do luxuoso castelo.

Hoje senti saudades dos desenhos da velha televisão:

-  “O Manda Chuva” e suas armações para se dar bem.

“Zé Colméia, Catatau e guarda Belo” com suas confusões no parque em meio aos piqueniques.

“Tartaruga Touchet” e seu fiel escudeiro “Dundum”, sempre vencendo os malvadões.

E tantos outros!

Lembro que ria a valer de situações ingênuas e simplórias mas que sempre deixavam uma mensagem de amizade, companheirismo e sentimento de ética.
Amava tudo isso!

Das primeiras séries que passavam uma vez por semana e que reuníamos a família para assistir:
“Perdidos no espaço”, “Combate”, “Bonanza” e outras que, quem é da época vai se lembrar, rsrsrs…
Era bom demais!

Recordar é mesmo reviver!

As lembranças vão fluindo numa corrente de alegria.
São pequenas partes de um grande todo, grãos de areia que pertencem a praia imensa!

 

 

O tempo passou e nós crescemos, nos tornamos adultos.
A vida se tornou complicada, estressante, tudo nos parece difícil, distante…
A criança perdeu seu lugar e se encolheu, escondeu-se, adormeceu…
Sinto saudades de mim mesma…

Vivemos, sentimos e não podemos apagar.

 

E uma coisa não podemos negar, nossa vida é repleta de cores, formas e tamanhos, ou não?!

Podemos abrir nossa caixa e deixar fluir o que de melhor existe: nossos retalhos coloridos! 

Retalhos de nós mesmos, daquilo que fomos, somos e seremos.

Talvez tenha chegado a hora de acordar para trilhar a estrada de reencontro com a alegria, o sorriso, a felicidade!
Chorar, rir, abraçar, beijar, adormecer e acordar… Viver, sentir…

Deixar fluir o que de melhor existe!

2 ideias sobre “Deixar fluir o que de melhor existe!

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