É DIA DE SÃO PEDRO!!!

ENCERRAMOS AS COMEMORAÇÕES JUNINAS FESTEJANDO SÃO PEDRO!

Por que celebramos “São Pedro” em 29 de junho?

Ao terceiro século, sob o reinado de Valeriano, o paganismo vigente destruía e saqueava todos os santuários e cemitérios cristãos.
Os fiéis então ocultaram no fundo das catacumbas de São Sebastião na Via Appia em Roma, os corpos dos seus grandes chefes espirituais, Pedro e Paulo.

Apesar de vaga e incerta, esta tradição diz que, quando despontou a paz, foram as venerandas relíquias restituídas aos seus jazigos primitivos.

Esta transladação se deu no dia 29 de junho, razão por que o cristianismo celebra nesta data a solenidade de São Pedro e São Paulo.

A força espiritual e institucional de Pedro exerceu uma importância tremenda na formação da Cristandade, tanto que a solenidade de São Pedro é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal.

Contam-nos as tradições que a vida do grande apóstolo esteve sempre entre “as rochas e as ondas”:

Nasceu Simão, filho de João, em Betsaida (casa da pesca), perto do lago de Genezaré, também chamado “Mar de Tiberíades”, convivia com seu irmão André e os dois filhos de Zebedeu, Tiago e João.

Era pescador, grandalhão e forte, homem simples e bondoso, de sensibilidade incomum, grande coração, mas quando se irritava chegava a assustar pois tornava-se muito violento, porém, passado algum tempo arrependia-se, chegando até as lágrimas nesse arrependimento e em seguida voltava a ser solicito e amorável.
Os seus sentimentos variavam como as ondas do mar.
Desconhecia dificuldades, suas e dos outros, as resolvia somente com o intuito de servir!

Por isso variava entre as ondas das emoções e a solidez do servir!

Foi esse Pedro que o dedo do Cristo escolheu, apontando-o como pedra angular da nova doutrina que o mundo ia conhecer, fundamentada no amor e na paz!

Foi o primeiro escolhido dentre os homens do mundo para discípulo do Divino Amigo, o primeiro a ter o privilégio de ouvir o “segue-me” de Jesus.

“- Pedro! Pedro! Tu és pedra, em que deposito toda a minha fé…”

Marcando com isso a definição do alicerce doutrinário do Cristianismo crescente.
O rochedo, a pedra, o fundamento da Igreja Cristã.

 

O Evangelho e os Atos nos mostram uma fase central de aproximadamente doze anos desde seu encontro com Jesus. Foi uma vida de aventuras contrastantes, pitorescas, muito movimentada e com um final edificante!

A personalidade inquieta, complexa e versátil tornou-se, pela graça de Deus, através da emocionante conversão, o “rochedo” do equilíbrio, da prudência e da humildade, simbolizada na sua morte na cruz. Pedro foi martirizado em Roma.

Conforme os Atos, ele teria pedido aos torturadores para crucificá-lo, não como seu Mestre, mas como um escravo: “- eu vos peço, crucificai-me assim, de cabeça para baixo e não de outra maneira…”

Jesus amou muito este homem forte, este amigo que escolheu para ser o fundamento visível de sua Igreja, primeiro apóstolo, figura de proa, à frente do navio ele navegou nas noites tempestuosas das tentações humanas e das perseguições.

Vida humildemente doada, seguida à imagem do Cristo, O Senhor o havia formado através da rude profissão da pesca para sua futura missão de pescador de almas e homens, mas  a partir de suas fraquezas humanas…

Pela força divina da verdade e do amor, o Espírito Santo transformou um pedregulho num rochedo!

PEDRO, o grande apóstolo, a PEDRA, aquele que foi esculpido pela força do trabalho, da dedicação e do verdadeiro e puro amor ao Mestre!

Nas tradições do catolicismo popular, principalmente o brasileiro, o dia de São Pedro é comemorado com fogueira, fogos de artifício, comidas típicas e quadrilha, encerrando as comemorações dos três santos juninos.

Fechamos assim o calendário brasileiro das festas juninas!

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