Na mágica da vida estamos sempre aprendendo!

Esse retalho foi importante na minha vida pessoal e profissional.

Assisti a uma palestra sobre “A importância dos valores morais na sociedade”.
Tema que nos fez refletir sobre a “coragem e a superação”.
A palestrante foi ótima, divertida e o tempo passou sem que percebêssemos.

Ao retornar, abri minha caixa e localizei um retalho interessante que estava bem no fundinho…

A data não me recordo com precisão.
Era uma época financeiramente difícil para nossa família.
Recebi uma proposta de trabalho um tanto… Digamos… Difícil…

 

No início me assustei um pouco, mas como não estava em condições de rejeitar a oferta, “meti as caras e fui”! 

Tenham a certeza, foi a melhor escolha e um dos melhores momentos da minha carreira!

Tive experiências geniais e muitas vezes tão especiais que se transformaram em retalhos inesquecíveis guardados na minha caixa.
E acreditem, me tornei uma pessoa bem melhor, saí dessa experiência renovada.

 

Quando o trabalho começou, fui alocada em uma sala com 20 jovens alunos, na faixa dos seus 18 anos, atrasados no currículo escolar, sendo que o objetivo do projeto era dar o mínimo de condição para retornarem ao convívio na comunidade.

 

A parte que me coube foi o “desenvolvimento pessoal”, ou seja, normas de conduta (pessoal e social, ou o que conseguisse) para uma convivência razoável.

Eram pessoas excluídas de todas as formas, as quais apresentavam tantas carências que não dá nem para listar.
Um público impossível de descrever com palavras, somente com o coração!

Por outro lado, pessoas tão fortes, guerreiras, vencedoras em lutas tão descomunais, capazes de desenvolver fórmulas mágicas de sobrevivência que me pareceu até roteiro de novela, mas era vida real!

Foi uma surpresa maravilhosa…

 

 

 

Aprendi que o amor se expressa num abraço forte e sincero, sem cobranças.

Que o afeto se traduz em sorrisos por vezes tímidos, outras vezes exageradamente abertos, no aperto de mão forte e amigável, na confiança de um relato íntimo e surpreendente!

A minha presença foi tão respeitosamente considerada que rapidamente se transformou em amizade e esse sentimento nasceu da pureza de coração!
Da simplicidade de existir!

No momento da despedida, o choro apareceu fácil, as palavras perderam sentido e foram substituídas pelas atitudes expressas sem pudores em “rasgados” elogios, onde a moral de ser discreto perde terreno para a alegria de demonstrar livremente as emoções mais secretas!

Nesta fórmula encontrei doses de muitos sentimentos que atuam como combustível para movimentar a máquina humana, dando-me a sensação do “existir” verdadeiro. 

A lista desses sentimentos é encabeçada pelo amor, seguido do afeto, passando pelo respeito, fechando com a gratidão.

Pois eu lhes digo que foi uma das mais emocionantes lições de vida.
Profundo aprendizado de simplicidade e sinceridade!
Abandonei antigas crenças, renovei conceitos e percebi como somos preconceituosos… 

 

Não nos encontramos novamente, afinal a vida seguiu nos levando por caminhos bem diferentes.
Mas não importa!

 

 

Ficou o encontro, a vivência, a experiência, ficou o perfume da sinceridade, da simplicidade e acima de tudo da “gratidão amorosa”!
A gratidão sincera por estarmos juntos, por aprendermos juntos e por termos partilhado e compartilhado momentos únicos em nossas vidas!

É difícil de acreditar que em comunidade, aparentemente tão distante do “humanismo”, seja possível a demonstração aberta de sentimentos tão nobres.

Valeu a pena ter aceito a tarefa, o trabalho…

Valeu ter vivido momentos tão especiais que trouxeram um sentido novo para o meu caminhar.

 

A vida sempre vale a pena!

Nunca se esqueça disso!

Aconteça o que acontecer, sempre vale muito a pena viver…

 

O tempo, sempre ele!

Como viver sem ele, mas, vivendo com ele, como não se surpreender!

Tempo para relembrar.

Tempo que não volta mais.

Tempo que ainda vai chegar.

 

Ah o Tempo, sempre ele!

Tempo de ser feliz, superar.

 

Tempo que trouxe você pra cá.

Tempo que levou tanta coisa pra lá!

Tempo, sempre ele…

Qualidade de ser presente, podendo ser futuro, sem deixar de ser passado.

Tempo que monta, desmonta.

 

Tempo que faz esquecer.
Tempo que conserta, recupera.
Tempo para ser solidário.

 Tempo que se faz inesquecível.

Tempo para jamais desperdiçar…
O tempo que pode transformar.

Tempo de crescer, aprender, amadurecer.

 

 

“Tempo do Homem”.

“Tempo de Deus”.

O tempo certo.

Tempo de esperar…

A lua brilhar.

A noite partir.

E, mais uma vez…
O sol raiar.

E… Um novo dia chegar!

O tempo nos ensina quantas vezes é possível recomeçar!!!

Conviver é oportunidade divina de aprendizado!

Acompanhando os últimos acontecimentos e fazendo as minhas reflexões diárias me veio à mente o quanto dependemos uns dos outros…

Pessoas entram e saem de nossas vidas com a função principal de nos ensinar a sermos melhores, menos egoístas e menos orgulhosos.

Independente de posição social, financeira, cultural, religiosa, estamos entrelaçados de tal forma que quando nos damos conta estamos envoltos uns com os outros.

 

 

Ricos e pobres, inteligentes e nem tanto, negros, brancos, ocidentais ou orientais. Pequenos e grandes. Empresários e operários.

Sei que costumamos rebater esse assunto, pois é muito difícil admitir ser dependente de determinada pessoa, não aceitamos!

Mas tenho a certeza que, dia mais, dia menos, vamos precisar de algum serviço, préstimo, conselho, consulta, amparo, sustento, emprego, festas, velórios, celebrações, na saúde ou na doença.

 

 

Somos úteis e carecemos da utilidade do outro, não somos nem mais nem menos, somos indivíduos que aprendem juntos, se emancipam, se tornam melhores ou, às vezes, piores, com a convivência do outro.

Nossa relação com os demais é um aprendizado constante.

Pais, professores, amigos, parentes, enfermeiros, médicos, engenheiros, ajudantes, porteiros, orientadores e milhares de outros! Não seríamos quem somos sem eles, bons ou ruins, dedicados, competentes ou nem tanto, presentes, ausentes ou simplesmente por acaso.

O que seria de nossas vidas se eles não estivessem lá?!

 Ah tá! Você não precisa deles?! Ok! Respeito.

Não precisa de ninguém. Muito bom! Respeito mais uma vez!
Porém… Todos, dependemos uns dos outros!

Isso é FATO!

 

É muito bom saber que o nosso viver interfere no outro, se não pelo retorno, mas pela consciência de que fizemos o nosso melhor!

Vamos refletir sobre a importância de todos no nosso viver e deixar a vida seguir seu curso nos mostrando o que devemos aprender!

Pois a mágica da vida está em perceber o quanto é saudável e interessante essa dependência!

Viver é mágico e conviver é oportunidade divina de aprendizado!

 

Acredito que posso e isso basta!

Para aqueles que não acreditam que eu posso chegar lá, deixo aqui os meus mais sinceros agradecimentos, pois o que mais me motiva são os desafios a vencer, se assim não fosse, talvez não tivesse chegado até aqui com tanta alegria!

 

Para os que me apoiam e acreditam na minha vitória, dedico a minha gratidão, pois deles recebo força, coragem e fé!

 

Tenho a certeza que viemos ao mundo para vencer, ser feliz e encontrar o nosso caminho.
O caminho certo!
Independente das pessoas, que nos apoiam ou não, das dificuldades, dos desafios, das barreiras a superar, somos livres para escolher o caminho a seguir!

Coragem e fé despertam a grande força interior.

A confiança se aproxima e nos leva rapidamente a atingir nosso objetivo.

 

 

Qual o melhor caminho? A melhor escolha?
Não precisamos seguir a multidão para sermos aceitos e amados, não necessitamos de rituais de iniciação.


Podemos errar e também acertar, a responsabilidade é nossa.
Somos fortes e também fracos.
Por isso, algumas vezes vamos falhar.
Mas uma coisa não posso negar, nossa vida é repleta de cores, formas e tamanhos, de várias oportunidades, ou não?!

Então…
Acredite, você pode!

 

 

A força está justamente no entusiasmo renovado, na certeza da vitória, na vontade firme e determinada de conquistar!
É preciso coragem, mas vale a pena.

A fé nos diz que somos únicos e muito especiais e isso basta!

 

 

Esse é o caminho certo!

 

Está esperando o que?!

A tal menina-chata!

Certa vez viajando a trabalho conheci uma garota muito especial, na verdade a nossa história se tornou especial!

Trabalhávamos juntas em um projeto social e dividíamos a mesma sala e o mesmo grupo.

 

Todas as vezes que nos reuníamos para discutir o tema da próxima aula, lá vinha a tal “menina chata” com mais uma história que não tinha nada ver com aquilo que estávamos discutindo.

 

Esse comportamento irritava todo o grupo, criando uma antipatia que dificultava o bom andamento do trabalho, a partir daí o ambiente ficava desagradável com tantas discussões e a nossa equipe recebia punições constantes.

 

Certa tarde fria e chuvosa, daquelas que parece tudo desarrumar na vida da gente, não consegui sair para almoçar e resolvi pedir um lanche e comer por ali mesmo, minutos depois a nossa colega se sentou ao meu lado e começou a contar uma de suas histórias, se referia a uma viagem que havia feito para a Disney e…Tralalá… Tralalá…
Já me preparava para ficar irritada, estava mal humorada e cansada, quando decidi que naquela tarde tiraria tudo a limpo, faria diferente, inverteria a situação e perguntei-lhe sobre a sua família, não me lembro mais por que, mas recordo muito bem da resposta.

Qual não foi a minha surpresa ao saber que a nossa amiguinha era órfão de pais há muitos anos, desde criança, que havia perdido sua avozinha há pouco tempo e que não tinha mais ninguém no mundo.

 

Completou dizendo que morava sozinha e que estava longe de sua cidade sem amigos e que se sentia bastante triste por não ter a quem esperar ao chegar em casa e não encontrar quem a esperasse.

Não sei bem por que, mas aquilo me tocou, uma garota tão jovem, sozinha, sem ninguém para conversar ou contar suas histórias, por isso ela falava sem parar!

 

Tem coisas que acontecem na vida da gente que não sabemos explicar basta apenas sentir e naquele momento senti que podia ouvi-la sem me irritar e assim foi que ficamos nesse papo por um longo tempo.

Afinal, com quem nossa companheirinha dividiria suas experiências e vivências, vitórias e derrotas, conquistas e fracassos senão com aqueles que estavam ao seu lado, procurava a nossa amizade como numa súplica e nós ali, juízes implacáveis de um orgulho monstruoso, a condenávamos como algozes sem piedade!

Nem preciso dizer que nos tornamos amigas, né?!

Quando me dei conta, estávamos compartilhando nossas histórias e em muitas delas ríamos como “velhas amigas” ou “as mais novas amigas de infância”!

Desde aquele nosso encontro, naquela sala vazia, aquela chuvinha que escorria pelas janelas enormes, tendo como pano de fundo o frio característico das tardes de inverno, a minha percepção sobre a “tal menina chata” foi mudando, mudando, mudando…
Passamos a dividir  nossas vidas.

Até que nosso contrato de trabalho terminou e voltamos para nossas cidades, para nossas casas, para nossas vidas, eu para minha família e ela… bem… ela…
Demorou um tempo, mas também formou a sua família!
Casou-se, teve um casal de filhos e…
Não sei!

Novamente a vida nos separou e perdemos contato.

Mas tenho certeza que ela está bem, feliz e realizada, contando para os seus todas aquelas histórias “maravilhosas” que um dia tanto nos irritou!

A vida é mesmo mágica!

Lembrei-me do antagonismo de uma história verdadeira:
Num dia a tal menina-chata, no outro a tal menina-amada!

 

Ah! Essa nossa “caixa de retalhos”, quantas lembranças de dias chuvosos, tardes frias e tristes que se transformaram em pequenos retalhos de afeto e muito amor!

 

 

Este pequeno retalho é para você minha querida amiguinha, aonde quer que você esteja sempre será uma lembrança especial, guardada com carinho na minha caixa de retalhos!

Dedico este relato, esta recordação, a tantas outras “meninas-chatas” que querem apenas serem acolhidas e amadas…

 

É muito bom enxergar a vida como ela é: DIVINAMENTE PERFEITA!!!

Aproveitando o Dia do Médico, quero deixar registrado o meu mais sincero e respeitoso agradecimento, especialmente a dois profissionais que me devolveram a vida em formas, cores e tamanhos… Literalmente!

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Sentia um pequeno incomodo no olho esquerdo, tinha a sensação de “areia nos olhos”, pela manhã estava sempre vermelho e levemente inchado.

Quando o dia terminava a sensação era de ardor intenso, parecia “que tinha fogo…” e a visão se apresentava diminuída. A desculpa era de vista cansada, foi assim por mais algumas semanas.

Como não temos tempo a perder com bobagens, a vida foi seguindo com a pressa de todos os dias.

Até que numa manhã a dor era quase insuportável e me obrigou a procurar um médico.

Veio o primeiro diagnóstico: “ressecamento de pálpebra”, tratamento simples. Ok.

Não melhorava, ao contrário, só piorava, não conseguia abrir o olho e a dor aumentara muito, sem falar na visão que estava bastante prejudicada, voltei ao hospital, outro oftalmologista, e mais uma vez não apresentava melhoras, visitei novamente o centro oftalmológico e recebi outra resposta: “inchaço grave na córnea já bastante machucada”, daí a visão ruim.

Afastamento total de todas as atividades, inclusive a profissional.
Novo tratamento. E mais uma vez a decepção, nada de melhorar.

Com o fim das férias retornei a São Paulo, sem melhoras, nada de retroceder os sintomas.

Mais duas consultas em especialistas e nada, continuava a piorar até que “a coisa ficou feia de verdade”.

 

 

Não enxergava sem óculos e muito menos com ele… não lia e não escrevia não assistia TV e muito menos computador… a ‘fotofobia’ me impedia de sair, a dor era insuportável, a sensação de “areia nos olhos”  constante, e… (vou parar por aqui pra não ficar muito piegas) fiquei reclusa no quarto escuro por, aproximadamente, dois meses.

Foi quando encontrei “dois anjos”, profissionais sérios e competentes que deram novo rumo a minha vida!

O tempo perdido em idas e vindas, inúmeros medicamentos fortes e indiscriminadamente indicados, numa quantidade excessiva me prejudicaram além da conta, o caso se tornou gravíssimo…

“Mas tem saída”. me disse a Doutora. Ufa!!!

“A medicação é cara, o tratamento é lento, longo e doloroso, mas vai melhorar”.

Sai do consultório assustada porém animada. Afinal tinha uma saída, a Doutora afirmava que voltava ao normal, com demora, mas… Chego lá!

E assim aconteceu…

Foram mais de 3 anos de tratamento, consultas, retornos, remédios, exames…

 

Agradeço, primeiramente a Deus e depois aos meus dois “anjos-doutores oftalmologistas”, Dr. Marcos e Dra. Giovana, a cada dia que posso abrir os olhos e ver a luz, conviver com ela e desfrutar das maravilhas que ela pode me proporcionar!

Médicos competentes e dedicados, com respeito, carinho e atenção trataram do caso com a seriedade e os cuidados que necessitava.

Obrigada! Sempre! Muito obrigada!!!

 

Descobri que “a cada dia basta o seu cuidado”, é perda de tempo a preocupação e a ansiedade, basta viver o hoje e tudo de maravilhoso que ele nos oferece!

O simples gesto de abrir o olho e enxergar com clareza o que nos rodeia é uma tremenda conquista, perceber a tonalidade das cores e divisar os contornos, é bálsamo para quem não tinha mais essas percepções!

Não sei se aprendi a lição, mas vejo tudo com muito mais clareza e é muito bom enxergar a vida como ela é: DIVINAMENTE PERFEITA!!! 

Felicidade imensa. Conseguimos!!!

Como já dizia o poeta: “SE CHOREI OU SE SORRI, O IMPORTANTE É QUE EMOÇÕES EU VIVI…”  

Simples assim.

Hoje, do alto dos meus bons anos vividos, posso perceber e chego a conclusão que viver é realmente uma arte, a arte de aprender a ser feliz com pouco, a arte de amadurecer na dor e na alegria.
Que a doença física traz a saúde do espírito, que cada conquista emprega muitos desafios que nos tornam fortes e saudáveis.

Que sem a luz do amor nosso caminho fica tortuoso e sem graça, que afeto e  generosidade nos aproximam cada vez mais do que é realmente importante.

 

Remexer nessa caixa de retalhos, me levou ao início, onde tudo começou, quando sentada no chão, no quintal da casa de meus pais, decidi compartilhar as lembranças, sentimentos e emoções guardados no fundo do baú.

FOI ASSIM QUE TUDO COMEÇOU!

 

Depois daquele dia, quando decidi repartir minhas lembranças, reflexões, pensamentos, histórias de vida, relembrar pessoas que deixaram suas marcas, registrar singelas homenagens.

Com o simples objetivo de recordar.

 

Trago no coração a grata satisfação de que o projeto que nasceu num momento de alegria incontida, diante de pedacinhos coloridos de lembranças e de afeto cresceu e se fortaleceu.

Hoje chega a muitos outros corações, em lugares onde jamais imaginaria chegar.

É uma felicidade imensa. Conseguimos!!!

Agradeço a você que sempre nos visita, deixa seu recadinho, seus comentários e sugestões, pela confiança e carinho!

 

Hoje, após viver o ontem, sei que posso chegar ao amanhã fortalecida.

Feliz por ter angariado tanta confiança, carinho, afeto e acima de tudo muito amor, de todos os rótulos.
Lindas mensagens e votos de prosperidade futura.

Demonstrações que floriram o meu jardim interior com variadas flores coloridas!

Mais uma etapa, mais um ano, mais uma chance, assim vamos vivendo e refletindo, recordando e acreditando que o hoje pode ser melhor que o ontem e que o amanhã…
Bem, o amanhã, quando ele chegar, viveremos…
E recontaremos suas histórias como se fosse ontem!
Assim é a vida!  Uma “caixa de retalhos” a nos presentear com boas e amáveis recordações, simples e afetuosas lembranças.

 

Se não foram tão boas, tão gentis, certamente nos ensinaram a sermos melhores, sempre melhores!
Recontando nossa história descobrimos o quanto aprendemos!!!

 

Vivemos e não podemos negar, sentimos e não podemos apagar. Mas, podemos dar novo significado e nova direção em busca da alegria e da felicidade.

 

Ao abrir as nossas “caixas” deixamos fluir o que de melhor existe: nossos retalhos coloridos!

Unindo os pequenos retalhos, um a um, chegaremos a coloridos e harmoniosos sonhos.

Esperanças renovadas de “mudar o final da história, já que não podemos alterar o início”.

Bem vindos a nossa “caixa de retalhos”!
Os pedacinhos vão sendo reencontrados…

Porque alguém um dia me disse que queria ser feliz…

Já recontei essa nossa história, mas vale relembrar!

 

Um dia alguém me disse que queria ser feliz…

Entre as muitas andanças que fiz por essas estradas da vida, uma delas me fez acreditar que podemos encontrar a felicidade em lugares incomuns.

 

Estava prestando serviço em um dos inúmeros projetos sociais da cidade onde morava.
Deveríamos preparar alguns jovens para exercerem atividades numa panificadora.
Era uma tentativa de readaptação social através de um projeto-piloto.
Sabíamos que seria trabalho árduo para retorno incerto, mas era o meu trabalho, fazer o que?!

Fazia parte do grupo uma garota de nome *Elizabete, cabelos longos e louros, olhos azuis e um sorriso largo.

Ela era bem humorada mas gostava de desafiar a minha autoridade.
Elizabete sempre chegava cedo, ficávamos conversando até que o restante do grupo chegasse.

 

Em uma de nossas conversas comentei que achava linda a cor dos seus olhos e perguntei “se vinham do pai ou da mãe”…

Pela primeira vez *Elizabete não ironizou, costumava debochar de tudo, mas desta vez foi diferente, seus olhos marejaram e depois de algum tempo em silêncio, ela me disse que não sabia, pois não conhecera seus pais, tinha sido levada para o abrigo muito neném” e por lá havia ficado até fugir com 10 anos de idade, vivera na rua com todo o tipo de gente, experimentara muitas drogas e para sobreviver havia se prostituído aos 12…
E completou dizendo que “nunca ninguém havia falado dos seus olhos daquele jeito e que eu tinha me preocupado com ela de uma maneira diferente, que ela não sabia explicar”.

Fiquei sem reação, só consegui abraçar aquela criança com jeito de gente grande e lhe
disse baixinho: “Não importa o que passamos ou fomos, sempre podemos dar um final feliz pra nossa história”.
Sei lá, foi a única coisa que me veio a mente.
Choramos juntas e nos despedimos naquele dia.

Interessante é que havia algo especial que nos unia.
Aquela garota bonita, tão mal tratada pela vida, no físico, na aparência, nos relacionamentos e no psicológico, escondia algo grande atrás daqueles olhos azuis imensos e intensos.

No dia seguinte, *Elizabete veio perfumada, com os cabelos penteados e presos num rabo de cavalo, sua roupa estava limpa e seus olhos brilhando como duas pedrinhas azuis.
Me abraçou e me beijou, não era habitual essa maneira de me saudar!
E me disse: “Professora, essa noite eu não consegui dormir pensando naquilo que a senhora me disse e resolvi que quero ser feliz, tenho só 16 anos e tenho muitos sonhos. Botei meu nome na lista pra começar a trabalhar”.

 *Elizabete se tornou a minha melhor aluna.
A sua dedicação foi recompensada, seu nome foi aceito para integrar a equipe que participaria do projeto.

Na nossa despedida ela me entregou um bilhetinho com um pacotinho embrulhado em papel de presente e me disse: “Professora, eu te amo! Eu quero ser feliz. Muito obrigado!”
Era uma estatueta pequenina: um menino sentadinho numa pedra com a mão na testa pensativo e no seu pé uma frase: “estou pensando em você”.
No bilhete estava escrito: “É de pobre mas comprei com o dinheiro que economizei do trabalho que fiz, é dinheiro honesto. Nunca se esqueça de mim. Eu te amo muito. Queria que a senhora fosse minha mãe.  Um beijo”

*Elizabete conseguiu o seu trabalho, foi adotada por uma família provisória e voltou a estudar.
Seguiu seu caminho e foi feliz!

Muito tempo se passou desde aquele encontro, mas trago comigo o seu sorriso, a sua alegria e a sua determinação em SER FELIZ!

Não sei de sua vida atual, pois perdemos contato, mas tenho na minha cabeceira aquela estatueta: estou pensando em você.
Me incentivando a buscar superação e felicidade sempre!

Esse “retalhinho” homenageia as inúmeras “Elizabetes” que precisam apenas de um abraço e um “empurrãozinho” para encontrar a felicidade!

Porque alguém um dia me disse que queria ser feliz… e conseguiu!

  • (Elizabete é um nome fictício)

 

Recolher-se por alguns dias

 

Recordo-me de uma passagem da vida do grande apóstolo Paulo, quando, depois de várias adversidades, resolve se recolher em trabalho simples no deserto, buscando encontrar a si mesmo através do equilíbrio de mente e coração, alinhar o espírito com a sua tarefa pessoal e divina.

 

Como sabemos, esse recolhimento resultou na certeza e confiança, maior serenidade e coragem, pois recebemos na sequência a grandiosidade de seu trabalho evangélico, rompendo barreiras e atingindo o nosso coração, nos levando ao Mestre através de seu amor incondicional!

 

Muitas vezes, depois de vários contratempos, despedidas, decepções, expectativas não atingidas, falta de ânimo, descrença e até alguns medos, assim como Paulo, a alma clama por novos olhares, a essência divina nos impulsiona a superar medos e dúvidas.

 

Para superar crenças por vezes é preciso nos recolhermos.
Dar um tempo. Encarar-se. Descobrir-se.

Buscar serenidade.

Recolher-se por alguns dias.

Buscar novo sentido para o nosso viver.
Descobrir novos caminhos e trilhar a estrada de reencontro com a alegria.
Determinação, coragem e autoconfiança são fatores decisivos.

Quando estamos determinados, nenhum obstáculo ou dificuldade poderá impedir-nos de seguir em frente.

E lembre-se que o segredo é estar preparado para quando a oportunidade chegar.

 

 

 

Acredite na mágica que leva ao amanhecer de um novo dia!
Pois em tempos tão aloprados não basta apenas sobreviver.


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