Quando você percebe que a as uvas não estavam verdes

Você pensa:
Produto bom, ponto de venda e instalações perfeitas para o momento, qualidade de atendimento, conhecer o produto… 

Agora é só esperar o cliente, atende-lo bem e pronto: vender e vender, sempre mais, muito dinheiro em caixa!

Muito fácil!
Certo?!
Errado!
A coisa não funciona assim!

Essa combinação de variáveis não aconteceu por inúmeras tardes, manhãs e até noites.
E o dia passava a ser um prefeito fracasso e decepção.
No inicio, a coisa nova chamou a atenção, mas passado algum tempo o objetivo de ganhar espaço em mercado tão acirrado e competitivo foi ficando distante.

O agradável aroma de flores, concentrado em pequenos frascos de perfumes, lentamente foi ficando “ardido”, deixando um rastro de dívidas e abrindo um enorme buraco na nossa conta bancária.

Nossa visão otimista e prospera de encarar a vida e as dificuldades, em muitas ocasiões nos sustentou animados, mas dessa vez nos fez ingênuos e crédulos demais no caráter humano, especialmente o caráter (ou a falta dele!) do comerciante experiente, astuto e aproveitador, que por acaso era nosso concorrente direto.

Como poderíamos sair dessa?!
Sei lá! Nunca havíamos passado por isso!

Poderíamos culpar o governo, o sistema, o fornecedor e assim livrar nossa cara e nossa falta de esperteza.


Mas, percebíamos a cada dia, que se quiséssemos ir adiante, seria preciso mudar drasticamente nossa forma de pensar e acima de tudo, nossa forma de agir.
Tentamos váaarias vezes, mas qual nada, nossa reação se mostrava insuficiente.
A situação ficava cada vez mais difícil.
Até que se tornou insustentável e…
Acabou!

 

Tudo isso me fez recordar de uma fábula de La Fontaine que meu pai nos contava:

A raposa e as uvas.

“Morta de fome, uma raposa foi até um vinhedo sabendo que  encontraria  muitas uvas.

A safra tinha sido excelente.
Ao ver a parreira carregada de cachos enormes, a raposa lambeu os beiços. Só que sua alegria durou pouco, por mais que tentasse, não conseguia alcançar as uvas.
Por fim, cansada de tantos esforços inúteis, resolveu ir embora, dizendo:
- Por mim, quem quiser essas uvas pode levar.
Estão verdes, estão azedas, não me servem.
Se alguém me desse essas uvas eu não comeria”.

Moral da história:

  • Aqueles que são incapazes de atingir uma meta tendem a depreciá-la, para diminuir o peso de seu insucesso.
  • É fácil desprezar aquilo que não se pode alcançar.

Naquela situação, naquele momento nos sentíamos a própria raposa.
Não conseguimos colher as uvas.
Mais fácil seria dizer que elas estavam verdes.

Porém, a lição foi mais profunda:
Descobrimos que NEM TUDO SÃO FLORES NO COMÉRCIO DE PERFUMES!

Descobrimos que o comerciante nasce feito, não adianta…

Se você não tem no sangue o “bichinho” do comprar e vender, terá dificuldades grandiosas para sobreviver e mais tempo, menos tempo, fatalmente fracassará!

Sabíamos que a as uvas não estavam verdes.
Apenas não conseguimos chegar até elas!

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